sexta-feira, 6 de março de 2009

Pink Flamingos (1972)







"Divine, musa drag queen e atriz preferida de John Waters, é a estrela deste clássico do cinema underground americano. Ela e sua família excêntrica desfrutam o prazer de serem as pessoas mais perversas do mundo, estilo que a Divine se orgulha em manter. Isso gera competição e ciúmes envolvendo um casal não menos estranho, que fará de tudo para tirá-la do seu caminho. Repleto de atos bizarros como manter em cativeiro jovens moças e estuprá-las, para engravidá-las e vender as crianças para casais de lésbicas, este filme está cheio de situações constrangedoras e escandalosas, mas se tornou um marco na carreira do diretor John Waters, colocando-o em destaque no cenário de cinema independente. Sua cena final escatológica lhe conferiu o status de "cult movie", bem como sua trilha sonora muito cultuada pelas performances de: The Centurions, The Trashmen, Patti Page e Little Richard."




Um dos maiores clássicos subversivos de todos os tempos, isso é bem mais que um filme, é uma ultra-mega dedada no cú dos valores sociais americanos e capitalistas. Todo ser humano tem que assistir Pink Flamingos pelo menos umas vinte vezes durante sua existência.




domingo, 1 de março de 2009

Violência Gratuita (Funny Games, 1997)







"Anna, George e seu filho saem de férias com destino a sua bela residência à beira do lago. A tranquilidade é interrompida com a chegada de Peter, um jovem de atitudes suspeitas, que diz estar hospedado com os vizinhos. Inicia-se então um incrível jogo de perversão e violência que parece não ter fim. Este seria apenas mais um filme de suspense, não fosse a singular destreza do diretor Michael Haneke. Ao denunciar a estilização da violência que eleva os índices de audiência na TV e garante bilheterias milionárias no cinema, ele questiona a inocência do espectador-cúmplice."



Não assisti ao remake desse filme, e pra falar a verdade não estou muito interessado, não porque tenha achado ele ruim, eu odeio remakes e mais se tratando de um americano, cá pra nós isso cheira a muito dinheiro no bolso do diretor Michael Haneke. Esse daí o original, achei bem interessante, é claro nós loucos por violência sempre queremos um pouco mais de sangue, mas talvez essa seja a jogada do diretor, ou seja a cumplicidade do espectador com a violência utilizada nos filmes. Portanto quem quiser conferir está aí a dica e o melhor, o torrent.


Ps: - Aproveitem bastante os arquivos do blog.
- Deixo aqui um grande obrigado á todos que tem acessado o blog nesses últimos dias.



A Montanha Sagrada (The Holy Mountain, 1973)






"The Holy Mountain, de Alejandro Jodorowsky, é uma das películas mais polêmicas da história. Em seus 115 minutos de duração, vemos desfilar pela tela uma infinidade de imagens bizarras e controvertidas.O filme acompanha a trajetória de um sósia de Jesus, desde sua vida na Terra até sua união ao grupo que supostamente descobrirá o segredo da vida. É um desfile sem fim de simbolismos, sempre sublinhados, como que implorassem para serem vistos. Jodorowsky não se utiliza de sutilezas ao colocar em tela coisas como a máquina do prazer ou os doze apóstolos de Jesus como sendo prostitutas.Entretanto, há um eterno processo de desconstrução. Todo o simbolismo que nos é mostrado, sempre como uma crítica ao nosso modo de vida, logo depois é alvo de deboche através do humor absurdo de Jodorowsky, que não se prende a nenhuma limitação pra filmar o que deseja: não há qualquer tabu quanto ao corpo no filme nem qualquer moralismo racial e, sobretudo, de uma suposta normalidade física (deficientes físicos desfilam em todo o desenrolar do filme).Sendo Holy Mountain esse constante processo de construção e posterior desconstrução, o final do filme não poderia ser diferente. Quando o mestre, personagem interpretado pelo próprio Jodorowsky, nos revela que tudo aquilo é um filme e que a busca pelo sentido da vida é vã, aconselhando-nos a viver sem pensar nessas questões sem resposta, o filme faz sua desconstrução final, a mais forte, passando ao espectador uma sensação como de inutilidade de tudo o que foi visto anteriormente. Todos os ensinamentos transmitidos pelo sábio do filme vão por ralo abaixo, e essa é a intenção de Jodorowsky.É um cinema urgente, ideológico e iminente. Um turbilhão surrealista."



A sinopse fala praticamente tudo dessa insuperável obra cinematográfica do mestre Jodorowsky, apenas digo a vocês que esse filme é um dos favoritos desse que vos escreve e obrigatório a todo fã de cinema transgressor.



Chappaqua: Almas Entorpecidas (Chappaqua, 1969)








"Acolhido com reações vibrantes e eufóricas na Mostra de Cinema de Veneza, Chappaqua: Almas Entorpecidas é o primeiro filme, em grande parte biográfico, de Conrad Rooks - poeta, escritor e aluno de L. Strasberg no Actor Studio. O protagonista é o Sr. Harwick, um escritor devotado às drogas e típico personagem do meio cultural dos anos 60 - subversivo, intelectual, experimental e altamente entorpecido. Harwick deixa Nova York e vai a Paris para se desentoxicar numa clínica. Aproveitando as suas últimas horas de liberdade, perambula pelas ruas e bares, totalmente entregue às suas alucinações. Esta pequena obra-prima do cinema underground americano, nos brinda com um incrível elenco de figurões da nata cultural daquele período: os escritores da "beat generation" William S. Burroughs e Allen Ginsberg, os músicos Ravi Shankar e Ornette Coleman, e o ator francês Jean Louis Barrault."




Ora um filme com os principais indivíduos da geração beat não poderia ficar de fora desse blog, uma bela estória recheada de muita viagem psicológica, drogas, rituais xamânicos, poesias e háa .... mais drogas. Não deixe de conferir.



Cannibal Holocaust (1980)






"Professor da Universidade de Nova York vai atrás de uns documentaristas perdidos, quando esses saíram para filmar na Amazônia. Lá chegando, ele descobre os horrores que eles passaram nas mãos de canibais."




Acho que esse filme muita gente já deve conhecer ou pelo ter ouvido falar seja sendo elogiado ou criticado. O filme do diretor Ruggero Deodato, rendeu uma das maiores polêmicas que o cinema já viu, filmado na selva amazônica com nativos de verdade, ele aborda um tema que na época na qual foi realizado poucos diretores trabalhavam com ele, o canibalismo. Bom pra mim há dois grandes pontos nesse filme, o ponto positivo é que os efeitos utilizados nele foram tão realistas que as autoridades italianas, chegaram a prender Deodato acusando-o de ter matado de fato os atores na realização do filme, o diretor teve que provar que ninguem teria sido morto de verdade. A mesma sorte não tiveram os animais que aparecem no filme, o que acho um ponto negativo, há uma matança de animais ao meu ver desnecessária por parte dos realizadores
desse filme. Então é isso, uma obra pra quem tem estômago forte, que foi banida de inúmeros paísese por se tão doentia não pode ficar de fora desse blog.



sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ilsa, She Wolf Of The SS (1975)









"A história se passa em um campo de concentração nazista onde, basicamente, durante o dia, experiências bizarras com seres humanos são realizadas sob o comando da personagem título, vivida pela exuberante atriz Dyanne Thorne. À noite ela convida um prisioneiro para saciar seu apetite sexual, mas aqueles que não conseguem satisfazê-la são castrados! E isso é só um aperitivo da insanidade da personagem. O que não falta durante todo o filme são momentos de sangreira e mulheres nuas, que é justamente o que faz a cabeça dos fãs do gênero exploitation e tornou o filme tão cultuado ao longo dos anos."



Bom esse é pra mim o maior clássico do gênero exploitation ja feito até hoje, os caros amigos que acompanham o blog e não conhecem tenho quase certeza que irão gostar ou pelo menos nunca esquecerão das avantajadas tetas de Dyanne Thorne, num filme em que temos que admitir que foi feito numa época que falar e realizar trabalhos sobre o nazismo ainda era um grande tabu.



Matou a Família e foi ao Cinema (1969)









"Várias histórias sobre assassinatos intercalados nesse conhecido filme do Cinema Marginal. Entre as histórias, um rapaz de classe média baixa no Rio de Janeiro, que mata os pais a navalhadas e vai ao cinema ver Perdidos de Amor."




Mais cinema marginal brasileiro, agora o clássico filme do diretor Júlio Bressane, que teve um remake no final da década de 80 com Cláudia Raia e Alexandre Frota, porém esse aí pela originalidade e até mesmo pelo contexto histórico que ele foi realizado teve uma repercusão bem mais relevante que o seu remake. Filme que pelo nome já nota-se uma pretensão de chocar e se contrapor aos valores sociais, a narrativa é toda contruída em cima de assassinatos sem muita explicação, mostrando o assassinato como solução dos problemas sociais do indivíduos inseridos naquela sociedade dominada por um regime autoritário. Portanto não deixe de conferir, mate sua família você também e baixe esse filme.




A Mulher de Todos (1969)








"A ninfomaníaca Ângela Carne e Osso, inimiga número um dos homens, rompe com seu último ‘caso’ e passa o fim de semana na exótica Ilha dos Prazeres. Lá, encontra o playboy Vampiro e o jovem Armando. Seu marido, o extravagante milionário Doktor Plirtz, proprietário de uma empresa que edita histórias em quadrinhos, decide contratar um detetive particular para comprovar a fidelidade da esposa. “A mulher do boçais” quer consumir homens a curto prazo, abandonando-os depois."




Bom dando continuidado ao nosso melequento bloguito, temos aí o primeiro filme brasileiro que posto por aqui, trata-se de um filme anárquico do começo ao fim do diretor Rogério Sganzerla, críticas ao capitalismo, à ditadura, enfim é um clássico do Cinema Marginal brasileiro, e sim, o gordinho aí da foto é realmente o Jô Soares.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Segunda Vez Virgem (Yuke yuke nidome no shojo, 1969)










"A jovem Poppo é levada para o todo de um prédio onde é estuprada por uma gangue de deliquentes japoneses. Tsukio, assiste a cena, mas não participa do estupro. Quando amanhece os dois jovens conversam sobre os problemas que passam de sua vida, e da dificuldade de lidar com suas vidas e com a sexualidade. Juntos tentam abrir seus mundos restritos e sentir um pouco de sua liberdade existencial."



Filme lindíssimo de Kôji Wakamatsu, praticamente todo filmado dentro de um edifício, os dois jovens que são o núcleo central do filme constroem uma narrativa anárquica e poética em todo o desenvolver da estória, principalmente no que diz respeito às suas praticamente "científicas" teorias sobre suicídio. Não se engane com a fotografia colorida aí em cima (um japinha tomando uma singela mijada de uma japinha) são apenas poucos momentos do filme que são em cores, porém mesmo assim a fotografia em preto e branco é muito charmosa.




Visitor Q (Bizita Q, 2001)








"Produzido em 2001, este filme japonês possui leve inspiração em Teorema de Pier Paolo Pasolini. Visitor Q retrata, de forma bizarra, a crise da família burguesa no Japão. Kiyoshi Yamazaki, interpretado por Kenichi Endo, é um pai, de profissão jornalista, que busca realizar uma reportagem sobre violência e sexo no Japão. Ele começa tendo sexo com sua filha que é prostituta e filma seu filho sendo humilhado e agredido por colegas de escola. Por sua vez, em casa, seu filho agride a mãe, que é viciada em heroína e que se prostitui. A chega de um estranho visitante, o "visitor Q", que acompanha os comportamentos bizarros, provoca mudanças no seio da família Yamazaki. Conhecido por seu também bizarro Audition (de 1999) , Miike demonstra apreender, com vigor, o clima cultural no Japão pós-moderno. É através do bizarro e do perverso que Miike expõe a crise de civilização da sociedade do capital no Japão do século XXI, expresso na desagregação íntima da familia burguesa tradicional. O que nos assusta em Miike não são os mortos (como nos filmes de suspense e terror), mas sim os vivos com seus dramas bizarros, homens estranhados de si e dos outros, capazes das mais agudas perversões sexuais (em Visitor Q temos cenas de incesto e necrofilia ). A critica cultural em Visitor Q é tão explicita quanto as perversões sexuais que ele expõe. Logo na cena de abertura, em que Kyoshi, começa tendo sexo com sua filha, ela pergunta: "So you want to know about today's teenagers? ". E responde incisivamente: "They tell you the future of Japan. That hopeless future." No filme, é perceptível a onipresença, nas mãos do personagem Kiyoshi, da filmadora de video, do registro em imagens da sua degradação pessoal e familiar. Imagens, sexo e morte compõem a narrativa explicita do estranhamento de Visitor"





Um filme que concerteza está e acredito que sempre estará na lista de mais bizarros e polêmicos do mundo em todos os tempos, nele o diretor Takashi Miike desconstrói a visão de que o Japão é um país que mantém intactas suas tradições e hierarquias familiares, mostrando em uma cena atrás da outra a subversão, a anomalia e a rebeldia que os cidadãos do país hoje em dia estão inseridos, sintam só o clima do filme pela imagem aí de cima, onde jovens que estão sendo entrevistados enfiam o microfone do repórter no rabo dele. Aproveitem.



Aguirre, A Cólera dos Deuses (Aguirre, Der Zorn Gottes, 1972)









"Algumas décadas após a destruição do Império Inca, no século XVI, o explorador Gonzalo Pizarro envia uma expedição para uma arriscada missão: encontrar e tomar posse do tão sonhado e enigmático "El Dorado", um lugar cheio de ouro e riquezas. Deixando as montanhas do Peru, os conquistadores rumam em direção ao rio Amazonas, e logo começam a enfrentar os perigos e dificuldades da misteriosa selva. Um dos seus homens, Dom Lope de Aguirre (Klaus Kinski), consumido pela loucura, sonha em conquistar toda a América do Sul. Após uma rebelião e em meio a sua total insanidade, Aguirre parte com a expedição de conquistadores para uma bizarra jornada rumo ao desconhecido."





Sem muito o que falar deste grande clássico, pra mim o melhor filme do Werner Herzog entre tantas obras impressionantes que ele fez, sem falarmos que Klaus Kinski está sobre-humano nesse filme. É baixar e assistir um dos melhores filmes já feitos até hoje.




Viva La Muerte (1971)







"Ao final da guerra civil espanhola, o garoto de 10 anos de idade chamado Fando tenta encontrar alguma lógica nesses eventos, após a prisão do pai. A mãe do menino é muito religiosa e simpática aos facistas; o pai, no entanto, é acusado de ser comunista. Fando acaba descobrindo que a própria mãe pode ter denunciado seu pai. Algumas vezes Fando imagina o que pode ter acontecido; outras ele apenas fica na companhia da amiga Thérèse. Fantasias edipianas tomam conta da mente do garoto, curioso por sexo e em busca de explicações sobre a natureza da mãe e o destino do pai."



E agora um filme de outro surrealista, o mesmo que escreveu o romance que deu origem ao filme do Jodorowsky, Fando Y Lis, o filme ambienta-se numa Espanha surreal onde o simbolismo nos leva a uma interessante crítica da guerra civil espanhola, envolvendo todo o totalitarismo da época e a influência do catolicismo nessa mesma guerra. Filme imperdível.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Fando Y Lis (1968)










"Fando & Lis é a história de um jovem de vinte anos e sua amiga paralítica que viajam por uma cidade chamada Tar. Desarraigados, infantis e abandonados em seus impulsos e desejos, Fando e Lis trafegam em um mundo de desesperada e impossível comunicação. Segundo Jodorowski, neste filme, os "personagens transitam lastimosamente o caminho do mau amor e da incomunicabilidade, cercados por um labirinto vazio de palavras bonitas. A relação de Fando e Lis sublima o não-amor da humanidade, que se oculta sob máscaras de aparência enferma, a hipocrisia e a simulação". O filme, para o cineasta, é uma "livre adaptação de uma arte-perfomance escrita"."




Filme espetacular, a busca do paraíso por dois jovens sonhadores, obra inigualável do diretor surrealista Alejandro Jodorowsky, será mesmo que Tar existe?

A Comilança (La Grande Bouffe, 1973)







"Quatro homens de meia-idade bem sucedidos: Marcello (Marcello Mastroianni), um comandante de bordo; Michel (Michel Piccoli), um executivo de televisão; Ugo (Ugo Tognazzi), um chef; e Philippe (Philippe Noiret), um juiz; vão para a mansão deste último, . Os quatro estão reunidos nesta casa, que foi abastecida com uma quantidade enorme de comida, pois planejam comer até a morte. Após a primeira noite Marcello insiste que mulheres devem se juntar a eles. Convidam quatro prostitutas que se juntam a professora (Andréa Ferréol), que conheceram nos arredores da mansão. Banquetes pantagruélicos, orgias sexuais, e cada um dos protagonistas atinge seu objetivo, morrer com os prazeres da gula e do sexo."




Mais um filme pra abrir seu apetite seja gastronômico ou sexual, gostei bastante, taí uma forma de suicídio que muita gente vai apreciar. Não deixe de conferir.

Torrente – O Braço Errado da Lei (Torrente, el brazo tonto de la ley, 1998)










"Torrente é um ex-policial machista, beberrão e tão delinqüente quanto os alvos de suas patrulhas pela cidade. Se presencia um assalto, aproveita para roubar também, sem ninguém perceber. Alimenta o pai com restos de comida encontrados na rua. Usa o velho para pedir esmolas, levando-o para passear em uma cadeira de rodas, apesar dele poder andar. Um belo dia, seu pai passa mal em um restaurante chinês e Torrente descobre que o local é usado para o tráfico de drogas. Ele então forma um pequeno exército de adolescentes vidrados em filmes de ação para limpar o terreno e dá um jeito de ainda sair lucrando. Apesar da violência agressiva e do humor escatológico e politicamente incorreto, o filme se tornou um dos maiores sucessos do cinema na Espanha."




Comédia divertidíssima do ator e diretor Santigo Segura, pra quem não conhece o talente desse cara aí vai a oportunidade.





As Pequenas Margaridas (Sedmikrásky, 1966)








"Sob o bombardeio de um velho mundo dominado por forças masculinas e engrenagens vermelhas de liberdades impossíveis, surgem duas jovens moças em cores berrantes resmungando sobre os dilemas da vida. Dedo no nariz, nota torta no trompete, uma parede em ruínas desaba. A conclusão do papo detona a anarquia que se estende por cada imagem do filme tcheco Daisies: “se tudo vai mal no mundo, também seremos más.”"



Anárquico filme da diretora Vera Chytilová, mostra que mesmo em tempos de domínios masculinos as mulheres lutam ou melhor brincam e riem da cara de todos eles. Confiram.




O Sangue de um Poeta (Le Sang d'un Poète, 1930)










"Extremamente pessoal e repleto de imagens irreais, o filme reflete sobre o mundo interior de um poeta, seus medos, obsessões e sua preocupação com a morte, compostas em quatro seqüências atemporais e ilógicas. Primeiro filme de Cocteau, cineasta que se destacou com uma linguagem própria, mesclando poesia e realidade. Jean Cocteau, que ganhou reputação na década de 20 como "Gênio Louco", fez seu debute como escritor, diretor, roteirista e narrador nesta fantasmagórica obra-prima. Como um artista salpicando tinta na tela, Cocteau criou uma colagem de alegorias magnetizantes e imagens plenas de simbolismo visual e efeitos abstratos."



Belo filme do diretor Jean Cocteau, achei de um caráter bastante expressionista apesar de alguns considerarem ele surreal. Confiram aí.

Sweet Movie (1974)








"Sweet Movie conta a história, ou melhor, mostra, porque a história de Makavejev nunca é linear, no sentido hollywoodiano, de um industrial do açúcar, o rei do cinto de castidade. Esse homem é um exibicionista que ostenta sua potência por meio de um pênis revestido de ouro. Contrata Miss Mundo, que toma um banho de chocolate.E há um barco cuja proa ostenta uma estátua com a representação da cabeça de Karl Marx. É uma embarcação que vaga meio sem rumo, pois Makavejev é uma displaced person, que não acreditava muito no comunismo nem no capitalismo, achando que nenhum desses sistemas possibilita a libertação do homem. O capitalismo aliena, estimula o conformismo e o consumismo, o comunismo, por ser totalitário, escraviza as mentes."



Obra-prima do diretor Dusan Makavejev, prepare-se para as cenas fortes que nunca mais sairão de sua cabeça.
IMDB
Legenda

Feios, Sujos e Malvados (Brutti, Sporchi E Cattivi, 1976)









"Vencedor do Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes, Feios, Sujos e Malvados é uma das obras-primas do cineasta Ettore Scola (Um Dia Muito Especial). Giacinto (Nino Manfredi em grande atuação) mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes, num barraco de uma favela de Roma. Todos querem roubar o dinheiro que ele ganhou do seguro, por ter perdido um olho quando trabalhava. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para dentro de casa. Feios, Sujos e Malvados é uma comédia social corrosiva, em que Scola dialoga, de maneira brilhante, com Accattone - Desajuste Social, de Pasolini."



Pra vocês que pensam que a desgraça só mora do lado de cá do mundo esse filme poe suas concepções por água abaixo, antes de assistir achava que o termo "feios" seria por causa da caracterização dos atores no filme, só que o povo é horrível mesmo e olhe que isso é na Itália, terra onde dizem que a beleza e moda residem, sem contar que moram numa favela pra morro carioca nenhum botar defeito, onde de lá da pra se ter uma linda visão da cúpula da basílica de São Pedro, filme engraçadíssimo e crítico. Aproveitem.



Insanidade (Sìleni, 2005)








"“Um filme de terror filosófico”. É assim que Jan Svankmajer descreve o seu filme, esse novo e já "Clássico do Cinema Europeu"!SÍLENÍ, que literalmente significa "Insanidade", é uma fantasia transgressora, livremente baseada em dois contos de Edgard Allan Poe e que combina imagens reais e animação. É nessa delirante alegoria à sociedade contemporânea onde encontramos o jovem Jean Berlot (Pavel Liska), um rapaz assombrado por terríveis pesadelos. Berlot trava conhecimento com Marquiz (Jan Triska), personagem inspirada no divino Marquês de Sade, um aristocrata com um glorioso apetite por blasfêmias e orgias e inicia uma odisséia “terapêutica”. Como temas centrais estão a liberdade, a manipulação e a repressão, exercidas pela civilização e a prova da grande forma e genialidade do realizador/diretor checo que aqui assina esse longa-metragem "subversivo" e provocador: JAN SVANKMAJER. Descubra nesse universo "único", que simbolicamente é a cara da nossa sociedade e suas relações de poder, a nossa frágil, algumas vezes pobre mas fertilíssima existência, bem como o contra ponto para muitas das nossas divagações e sofrimentos! "Senhoras e Senhores, o filme que assistirão agora é um filme de TERROR, com toda a decadência própria do gênero", em uma das mais debochadas, dramáticas e admiráveis concepções."





Esse é um dos melhores filmes que já vi na minha vida, uma mistura insana de Edgard Allan Poe com Marquês de Sade, é simplesmente destruidor envolve religião, loucura, sadismo. Uma grande obra prima do cinema, obrigatório.
Torrent + Legenda (Torrent editado por não haver legendas compatíveis com o anterior, postei um que agora ta perfeitão, créditos do torrent e da legenda à espantalho do makingoff.)

O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e o Amante (The cook, the thief, his wife & her lover, 1989)






"O gângster Albert Spica (Michael Gambon, de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"), janta todas as noites no restaurante Le Hollandais em companhia de seus capangas e sua esposa Georgina (Helen Mirren). Cansada dos modos violentos e grosseiros do marido, Georgina flerta com um solitário freqüentador do restaurante, o bibliotecário Michael (Alan Howard). Com a cumplicidade do chefe de cozinha francês Richard (Richard Bohronger), os dois amantes fazem sexo às escondidas no banheiro e na despensa do restaurante, enquanto Albert devora prato após prato em sua mesa. Quando Albert descobre a traição da esposa, desfecha uma cruel vingança contra Michael, que por sua vez será vingado por Georgina."




Filme do diretor Peter Greenway, um triangulo amoroso meio bizarro é mostrado nele, a fotografia do filme é espetacular e uma atuação impecável de Michael Gambon.

Begotten (1991)








"Begotten certamente é um filme diferente, inusitado e perturbador.Deus está abandonado sozinho, e se mata estripando-se com uma navalha.A Mãe-Natureza emerge de sua morte, e com o sêmem do moribundo Deus fertiliza-se, dando origem à Humanidade, uma criança doente e fraca, que em toda sua existência é surrada e torturada por zumbis sem face.Doentio e polêmico."



Esse a sinopse fala tudo, vejo esse filme como obrigatório, ele não contém dialogos apenas pertubadoras imagens, o experimentalismo que o diretor usou para construir ele é expetacular, além de subversivo é uma aula de cinema. Aaah e só porque as imagens foram envelhecidas no filme, não vá pensar que ele é da década de 10 ou 20, olhe bem a data dele.

Onibaba (1964)







"No Período Sengoku , um conflito pelo poder divide o Japão feudal. A guerra civil que se prolonga por mais de um século tem consequências sérias, sobretudo para os mais pobres: as terras são abandonadas e é difícil obter alimentos. Duas mulheres, sogra (Otawa) e nora (Yoshimura), vivem numa cabana no meio de um canavial, junto a um rio. O seu modo de vida consiste em matar os samurais feridos e moribundos que por ali passam, para trocarem armas e armaduras por comida. Um dia, Hachi (Sato), um vizinho que tinha partido para a guerra com o marido da mulher mais jovem, regressa, pondo em risco a manutenção da economia familiar."




Ótimo filme japonês onde mostra que a sobrevivência e os desejos são mais importantes que a manutenção das tradições sociais, outro filme que discute legal o cotidiano, dessa vez nos levando a uma bela e aterrorizante representação do japão feudal.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Multiple Maniacs (1970)







"O próprio John Waters descreveu como sua primeira "atrocidade celulóide" ­Multiple Maniacs. O filme conta a história de Lady Divine e seu amante, Mr. David, donos de um show alucinado. Eles atraem moradores do subúrbio acima de qualquer suspeita até suas tendas para que testemunhem "A Cavalgada das Perversidades de Lady Divine". Daí, é só imaginar o que os espera... "




Um dos primeiros filmes da parceria Divine e John Waters, além da participação troop da Dream Land, David Lochary, Mary Vivian Pearce entre outros freaks. Quem gostou de Pink Flamingos também não pode perder esse, prepare-se para a cena onde Divine é estuprada (eu acho) por um camarão gigante (se aquele coisa esquisita que aparece for um camarão).

The Devils (1971)









"Ambientado durante o violento regime católico que tomava conta da França nos idos de 1631, parte da suposta possessão de uma madre-superiora (Vanessa Redgrave no papel de Sister Jeanne) cujas fantasias sexuais com o mais proeminente padre do vilarejo de Loudon (Urbain Grandier, interpretado por um surpreendente Oliver Reed) resulta num dos mais sangrentos episódios daquela era. Grandier tem suas escapadelas aproveitadas como “conspiração diabólica” pelos invejosos do seu prestígio, vindo a ser preso, torturado e finalmente queimado após terríveis acusações de heresia por parte da Santa Inquisição."




Não conhecia os filmes do Ken Russel, e esse foi o único que assisti até agora, achei perfeito, cenas inesquecíveis, pra quem curte filmes que vão fundo na historicidade e no cotidiano The Devils é um prato cheio, além de que a sequência das freiras endemoniadas lambendo o cristo é impagável.